O que são as comunidades de prática da Enap?

As comunidades de prática da Enap constituem um ambiente de aquisição e troca de informações e conhecimentos, e também de compartilhamento das experiências de servidores públicos em seu cotidiano de trabalho.

As primeiras conversas sobre o desenvolvimento de comunidades de prática na Escola surgiram de demonstrações de necessidade, por parte de alguns órgãos da Administração Pública Federal, de espaços virtuais – dadas as dimensões do nosso País – onde o desenvolvimento das competências necessárias à excelência de seus servidores passasse não somente pela aplicação de teorias, mas também pela interação, vivência, convivência e compartilhamento em espaços coletivos e múltiplos de experiências e saberes.

Diante disso, e considerando os valores institucionais da Escola - construídos e reforçados ao longo de décadas desde sua criação -, a Diretoria de Desenvolvimento Gerencial (DDG) começou a pensar num ambiente que fosse propício ao desenvolvimento de competências de servidores para aumentar a capacidade do governo na gestão de políticas públicas e que permitisse caminhar a passos cada vez mais largos na busca por ser referência em formação e desenvolvimento de agentes públicos, visando ao seu alto desempenho, e na indução da inovação.

Desde a sua criação, a Enap vem buscando orientar-se para a promoção de processos de ensino-aprendizagem que incorporem, à intervenção didática, a prática e a vivência profissional dos participantes, considerando-os como agentes principais de sua aprendizagem.

Uma vez que o servidor público é um ser adulto que traz consigo importante repertório de aquisições anteriores, sua participação nas comunidades de prática apresenta elevada capacidade de desenvolver situações não só de aprofundamento teórico, mas também de revisão de informações, de conhecimentos, de experiências e de valores.

Ao compartilhar suas experiências e seus conhecimentos nesse espaço, os servidores públicos de qualquer lugar do País constroem um legado que poderá permitir, a diversas gerações, a incorporação desse saber a suas rotinas de trabalho. Assim, estaremos diante da possibilidade de enriquecimento profissional e pessoal com reflexos concretos nos produtos que são entregues à sociedade.

Como resultado disso, a constituição desses espaços gera redes de colaboração mútua e de disseminação de boas práticas, o que reflete não somente na qualidade dos serviços prestados à população, mas também na qualidade de vida nos ambientes de trabalho, em curto, médio e longo prazos.

Trata-se, portanto, de um espaço a ser ocupado por pessoas unidas, informalmente, por interesses comuns na aprendizagem e também na aplicação prática do conhecimento. Essas pessoas, em rede, aprendem, constroem e concretizam a disseminação do conhecimento de forma livre, proativa e criativa, na busca pela solução de problemas que permeiam o cotidiano da Administração Pública.

Aqui, qualquer interessado encontra espaços de participação aberta. Isso quer dizer que a forma de participação nas comunidades de prática é definida por cada pessoa, podendo ser desde a observação frequente até a contribuição ativa. Além disso, não há classificação de perfis para participação: basta realmente ter interesse pelo assunto de cada comunidade, de alguma forma.

E ao se falar nas pessoas interessadas, toca-se no foco das comunidades de prática da Enap: as pessoas. Não somente seus conhecimentos, mas também suas qualidades humanas fortalecem a coletividade necessária ao sucesso dessa iniciativa, e as relações estabelecidas entre essas pessoas são essenciais para o processo de construção de conhecimentos proposto para cada espaço e para o surgimento de ações colaborativas em diversos escopos.

Propõe-se, portanto, que as comunidades de prática representem, principalmente para os servidores públicos, um conjunto de espaços onde eles possam obter e oferecer conhecimentos, vivências e experiências como ferramentas para benefício próprio, no desenvolvimento de competências e habilidades que sejam apropriadas aos desafios do  cotidiano no espaço de trabalho, das instituições a que servem, e, principalmente, para a sociedade brasileira.

Última atualização: terça, 24 Mai 2016, 16:04